Meu conto Mulher na árvore obteve Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Newton Sampaio.
A Comissão Julgadora foi constituída por Marina Colasanti, Miguel Sanches Neto e Flor de Maria Silva Duarte. Os vencedores do Concurso Nacional de Contos Newton Sampaio – 2009: http://www.cultura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=494 ... Acordei hoje com o pensamento no Rodrigo de Souza Leão que estaria de aniversário - não tivesse ido navegar em outras esferas com Rimbaud - e com uma sensação de que teria uma boa notícia. Várias notícias boas - O livro do Michel Sleiman está pronto e meu conto foi selecionado. O dia ainda não acabou...
. . O copo quebrou e não foi preciso mais nada além da voz de Yma Sumac . O copo quebrou no agudo do passarinho dentro dela . O copo quebrou e os cacos ficaram no chão para algum faquir sorrir dor . O copo quebrou e toda criança sabe que a boa água é a da bica Rodrigo de Souza Leão
- saudades do Rodrigo que hoje estaria recebendo abraços e soprando as velinhas e escrevendo alguma poesia e ficando mais velho e espalhando ternura...
Um professor universitário de Connecticut é mandado a Nova York para uma conferência e encontra um casal morando em seu apartamento: Tarek (Sleiman) e Zainab (Danai), imigrantes ilegais que tocam suas vidas, sublocando o apartamento dele. Walter (Richard Jennings) foi indicado ao Oscar por este papel. O professor que não sabe que algum esperto aluga seu apartamento enquanto ele leciona em outra cidade. O filme não cai em lugar comum, não força a barra e nos conduz para o interior da trama. Leveza e verdade, o silêncio de cada um e a demora em revelar nossos atos, como na vida. Jennings está maravilhoso no papel. (Estes atores potentes que precisavam ser mais aproveitados como protagonistas. Não troco nenhuma beldade na tela por Marcia Gay Harden. A força dela enriquece os filmes, ela lembra Marsha Mason - A garota do Adeus) Jennings abre a porta da sua vida austera para um casal que está de forma ilegal vivendo em seu país e recupera o - sentido de sua vida - volta à música que ele abandonou quando abandonou o piano e a recupera com o tambor sírio, instrumento que Tarek toca. Este tema voltou ontem à baila, vi este filme há uns dez dias e ontem no Workshop de Dramaturgia com Chris Dolan e David Ian Neville, o David trouxe a gravação de um capítulo da novela que ele dirigiu lá na Escócia. Novela de Rádio - Broken English - Através de uma garota de 13 anos, cujo pai foi deportado para a Turquia. O capítulo que ouvimos ontem, relata a manhã em que os policiais chegaram e levaram toda a família para um desses centro de detenção onde ficam os imigrantes. Senti saudades das novelas do rádio. Das manhãs em que minha mãe ligava o rádio e todos precisavam ficar quietos no ambiente para que ela ouvisse sua novela. O Direito de Nascer contava a vida de um certo Albertinho Limonta, lá em Santiago - de Cuba. Vez por outra lembro a abertura de uma outra novela, que girava em torno de personagens do circo e cuja fala inicial ficou gravada, depois de uma música dramática circense o locutor dizia - Um facho de luz ilumina a plataforma, todos tem os olhos fixos nele... Esta nostalgia de primavera, novela no rádio. Lembrar o lugar de onde viemos, o lugar que escolhemos, as escolhas que a vida nos traz, melhor que as nossas, com mais ternura, tecida por uma Mente Benigna, que existe, embora vez por outra - nas tempestades - parece estar adormecida. Na verdade o sopro do caos vem do bem, pra mudar as pessoas, sacudir sua inércia e mostrar onde está a música, os nossos pares, as nossas jóias, a nossa alma.
Camille Claudel morreu em 19 de outubro de 1943, ao acaso passei alguns dias revendo estas poesias escritas há quase dois anos, com o título - Para Camille, com uma flor de pedra.
"Na categoria Teatro, cujo prêmio foi entregue pelo parlapatão Hugo Possolo, o vencedor foi Roberto Alvim, pela peça "O Quarto". "É inacreditável", disse no momento da entrega. "Só a indicação já é um prêmio. São três espetáculos escolhidos numa cidade com uma forte cena teatral", afirmou. Nos agradecimentos, incluiu sua mulher, a atriz integrante do elenco Juliana Galdino."
Está lá no site da Bravo, nosso dramaturgo/professor Roberto Alvim, que ministra a Oficina do Núcleo Dramaturgia Sesi/PR foi premiado ontem no - 5º prêmio BRAVO! Prime de Cultura -
Sangue incrustado em suas paredes desde a infância, algumas feridas já cicatrizadas.
Minha alma um painel de Pollock.
Nas partes não cicatrizadas a tinta escorria espessa.
Por muitas noites eu não dormia.
A cor que mais doía era o amarelo aflito, aquele amarelo gritante.
Não sei se algum dia vai esgotar o amarelo de Van Gogh.
Como se ele tivesse a chave secreta da desesperança, em forma de girassol.
O meu interior borrado, sangrado de cores ardia ao vento, o pulmão ardia ao respirar lufadas de ar puro entre medo e delírio.
Raul segue pela Estrada Graciosa, um caminho antigo calçado de pedras, onde abismos se abrem, onde um trem trafega, onde pássaros desnudam suas lágrimas.
Quatro passos necessários para aprumar o esqueleto.
As nuvens se ordenam atrás das bananeiras.
Olho o bangalô e sinto uma ternura de gênesis.
Projeto de éden, recanto de Nyx.
À entrada da varanda um tapete tecido em barbante azul cobalto.
As pedras da entrada são claras, justapostas formam um desenho branco assimétrico.
A varanda pequena adornada de bebedouros ao redor onde um beija-flor pousa, beija a água adocicada e se vai.
Uma rede da cor do trigo maduro.
Raul bate na porta, três toques, a porta está entreaberta.
Ela não está na casa, eu penso.
Silenciosa como um anjo, pousa das alturas ao nosso lado.
fragmento do romance - Constelação de Ossos - Bárbara Lia, 2009
Núcleo traz os ingleses Dollan e Neville e o brasileiro Fernando Bonassi
Os premiados diretores britânicos Chris Dolan e David Ian Neville, e o brasileiro Fernando Bonassi virão a Curitiba, a convite do Núcleo de Dramaturgia Sesi Paraná, em parceria com British Council. No dia 30 de outubro, eles participam da mesa-redonda "Autores Múltiplos: do teatro ao cinema, rádio e televisão", que acontece no auditório do Sesi, a partir das 19h30. O debate é aberto ao público, com entrada gratuita.
Detalhes no site do Núcleo de Dramaturgia - Sesi/Pr
Mesa-Redonda: "Autores Múltiplos: do teatro ao cinema, rádio e televisão" Dia: 30 de outubro, sexta-feira Horário: 19h30 Local: Auditório do SESI - Rua Cândido de Abreu, 200 - 7º andar Entrada gratuita
Quem está morrendo, amor precisa de tão pouco um copo d'água o rosto discreto de uma flor um leque talvez uma dor amiga e a certeza que nenhuma cor do arco-íris perceba quando embora for Tradução de Ana Cristina César - fonte - Site Germina
Anonimo - Podcasts de Rogério dos Santos - Tem podcast com a poesia - Meu Aleph
Poesias e entrevista no site Germina
Poesia e Prosa no Portal Cronópios
Página no Portal La Lupe
Ocean 1212-W (p/Sylvia Plath)
O Lobo Eterno
Um poeta em carne viva
Rebecca Loise
Blog da escritora - Rebecca Loise - imagem - Edgar Degas
O sorriso de Leonardo (2004)
DEUS SORRINDO NA VARANDA O quintal de Deus é o céu. Um paraíso em uma ilha. Alcançaremos quando formos náufragos. Aguaçal encoberto de dor, nascituro rompendo em harmonia a eternidade - Deus sorrindo na varanda.
Noir (2006)
A COLHEITA DA BELEZA // Cão fiel e bizarro / que esconde / estrelas no olhar. / A seguir teus passos, / bebendo esta tua distração: / Mão esquerda no bolso do jeans; / Mão direita / segurando o cigarro. / Na memória a voz lavada / em leveza: / - Eu sou um cara mau! / Do que sei da vida, amor, / os 'bons' enterram belezas, / vestidos de branco-asco / e asas de plástico. / Os 'maus'? / Colhem a beleza em prantos. / Pés descalços na terra quente, / colhendo flores brancas / para o funeral da felicidade. -
O sal das rosas - Lumme Editor 2007
BRISA Entardecer lilás brisa de raro fôlego do deus das nuvens. Pés descalços liberdade de estar amando na era dos mísseis.
A última chuva (ME-2007)
À meia-noite chorarei / Por que sou poeta, chorarei.
Solidão Calcinada - romance - Imprensa Oficial do Paraná/SEEC 2008
Como um Van Gogh roto meu girassol-coração segue a luz de minha amada Serena. Como os marinheiros seguindo bússolas e estrelas. Van Gogh deixa ruivo o céu de Amsterdã e me seqüestra para campos de trigo onde corvos tangem meu coração com o adeus da amada e a tétrica certeza da solidão calcinada. Fujo dela nas noites lavadas de névoa envolvido na fumaça do cigarro, me sentindo exatamente como aquilo que sou: o poeta solitário. Atirado no mundo, degredado da terra Brasil. Sepultando sonhos, esquecendo a aurora da minha vida, a minha amada querida, o mar azul do meu Rio de Janeiro. As nossas almas incendiadas da primavera vermelha que me atirou aqui - Amsterdã. Longe do som do violão, da maresia, dos braços abertos de um Cristo triste abençoando uma cidade que me alucina de saudade. Van Gogh não mora mais aqui. Tomei o seu lugar. Pinto estrelas e um céu que ninguém conhece: só Van Gogh e eu.
L'etoile du vers
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(B)énie et
(a)moureuse,
(r)ayon du miel, La
(b)elle comme
(a) igual de la
(r)acine oú il y
(a) / /
(L)umiére! Ton
(i)ncommensurable est l'
(a)imable chemin a guider
/ /
- acróstico que recebi da poeta Maria de Loudes Jaude -
contato: barbaralia@gmail.com